Prontidão de Compra
Você está pronto para comprar em São Paulo?
A maioria das propostas que trava não trava no preço. Trava no enquadramento do financiamento, no caixa de fechamento e em faixas que quase ninguém confere antes.
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As três faixas que definem a sua compra
Antes de olhar imóvel, vale saber em qual faixa você cai. O teto do SFH está em R$ 2.250.000 desde outubro de 2025, com uso do FGTS liberado até 80% do valor permitido — acima disso a operação vai para o SFI, com condições diferentes e sem FGTS. No Minha Casa Minha Vida, os tetos em São Paulo variam por faixa de renda, em torno de R$ 275.000 para as faixas 1 e 2 e cerca de R$ 400.000 para a faixa seguinte.
E há a faixa de isenção de ITBI: primeira compra residencial até R$ 245.527,77, valor vigente desde 1º de janeiro de 2026. Essas três linhas mudam o custo total da operação de forma muito maior que qualquer negociação de preço, e descobri-las depois da proposta é a forma mais comum de perder tempo e imóvel.
Como o FIFSCORE™ lê a sua prontidão
Nada aqui é uma nota do bairro — o que o FIFSCORE™ lê é a sua posição diante dele.
Sinais que empurram o score para cima: enquadramento confortável dentro da faixa pretendida, seja MCMV, SFH ou SFI; caixa de fechamento simulado por inteiro, incluindo ITBI e cartório; documentação pessoal completa; tese apoiada em uso ou horizonte longo.
Sinais que puxam o score para baixo: operação no limite do teto de financiamento; dependência de FGTS acima do permitido; expectativa de que o aluguel cubra a parcela; para não residentes, planejamento sem CPF ou com entrada subdimensionada.
Você provavelmente ainda não está pronto se a conta depende de o aluguel pagar o financiamento — nos números atuais da cidade, ela não fecha.
O custo do dinheiro contra o que o imóvel rende
Com a Selic em 14,25%, confirmada na reunião do Copom de junho de 2026, as taxas de financiamento pela poupança giram entre 11% e 14% ao ano mais TR. O rendimento médio de aluguel em São Paulo fica em torno de 6,3% ao ano — mais alto que no Rio, mas ainda bem abaixo do custo do crédito.
Os números não são diretamente comparáveis: imóvel carrega valorização, proteção contra inflação e o valor de morar onde se quer, e a taxa básica muda com o ciclo. Mas a distância sustenta uma conclusão honesta: hoje, em São Paulo, o imóvel não se paga pelo aluguel. A tese de compra precisa se apoiar em uso próprio ou horizonte longo.
O mercado está do lado de quem compra
Em 2025 os lançamentos cresceram cerca de 34% enquanto as vendas avançaram perto de 9%. Isso significa estoque acumulando e vendedores com menos pressa de recusar propostas — uma posição negociadora que o comprador paulistano não tinha no ciclo anterior.
Estar pronto, nesse contexto, vale mais do que em um mercado aquecido. Quem chega com pré-aprovação, documentação em ordem e caixa de fechamento simulado consegue negociar prazo e condição de um jeito que quem ainda está organizando papel simplesmente não consegue. Preparação, aqui, converte diretamente em desconto.
Comprador estrangeiro: o CPF vem primeiro
Estrangeiros podem comprar imóvel residencial em São Paulo sem restrição de residência, mas precisam de CPF antes de qualquer contrato — não é uma formalidade posterior. Financiamento para não residentes costuma exigir entrada bem maior.
Para a Autorização de Residência por Investimento Imobiliário (RN 36/2018, visto VITEM IX), é preciso imóvel urbano de pelo menos R$ 1.000.000, e São Paulo está no Sudeste, sem o desconto regional aplicável a estados do Norte e Nordeste. Vale repetir o essencial: comprar imóvel, por si só, não concede visto nem residência — é preciso seguir o processo específico.
Veja sua prontidão de compra
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Verificar minha prontidão →Perguntas frequentes
Qual a diferença entre SFH e SFI?
O SFH tem teto de R$ 2.250.000 e permite uso do FGTS. Acima desse valor a operação vai para o SFI, com condições diferentes e sem FGTS.
Tenho direito à isenção de ITBI?
A isenção total vale para a primeira compra residencial até R$ 245.527,77, valor vigente desde 1º de janeiro de 2026. Vale conferir antes de assumir que não se aplica.
Dá para contar com o aluguel para pagar a parcela?
Nos números atuais, não. O rendimento médio de aluguel (~6,3%) está bem abaixo do custo do crédito — a compra precisa se sustentar por uso ou horizonte longo.
Comprar imóvel em São Paulo dá direito de residência?
Não por si só. É preciso seguir o processo da RN 36/2018, com imóvel de pelo menos R$ 1 milhão, e São Paulo não tem desconto regional.